Mil Razões
Mil razões
mil acções neste mundo onde vivo / Hoje és relembrado, amanha já és
esquecido / Os pecados cometidos nem sempre são avaliados, agora os culpados já
se chamam libertados/ Porquê, por que é que o gráfico não se mantém? / O
destino não é apoiado por ninguém/ Pensava que o destino defendia o nosso
bem, mas as coisas que me acontecem é para o mal que vêm/ E ficas sem fé, já
nem ficas de pé/ A surpresa e fodida, não é? / Porque o relógio da vida não
tem controlo possível / E o dia que tu vives hoje é imprevisível / Basta um
momento, um segundo para deixares o mundo/ E tudo em redor vai ao fundo/ No
julgamento, as decisões são singulares/ Por isso, pensa bem agora quando
acordares/ (...) / Nenhuma morte muda o mundo, nem o mundo muda a morte/ Na
altura da misericórdia levas sempre um corte/ A linha de separação é curta
demais/ Porque quando menos esperas as viagens são fatais/ É mesmo assim, o
mundo às vezes é cruel/ Porque a vida trai-te quando ela deveria ser fiel/
Onde é que está o culpado? Onde é que está o inocente? / Porque é que a
vida não é justa para toda a gente? / Será que existe o dia seguinte? Eu
digo-te amanhã.../ Aqui não há otários, nem é precisa mente sã/ Para saber
que qualquer um de nós pode ser a próxima pessoa a morrer/ Tas a entender? Ou
finges que não? / Para esta cena não encontras solução/ sei que isto é
negativo, mas para mim é natural/ É que eu sinto o meu medo/ isso é que é
ser real.../ (...)