Lamentos

Lamentos, sentimentos de arrependimentos/ ou apenas desabafos sem apontamentos / Preocupador (?) não conheço as manhãs, / vivo na noite onde as estrelas são anfitriãs. /Face definida inconsciente no final, / diálogo inocente sem contacto visual. / Deprimência sem dar aparência, / dum estado embeiçado(?) sem dar conferência / a uma definição muito superficial / espaço é vital mas o tempo é rival. / Mensagem camuflada personalizada / por mim, tento perguntar directamente / Como é o fim, porque é assim / e não explica o quanto e tanto se danifica. / Querem crescimento contra ventos e marés / tanta merda para voltarmos a sermos bebés / temos de cuidar de quem nos cuidou antes/ temos de lutar para não ver cenas chocantes / anos passam, violência permanece. / Quem me dera que toda a gente se desse bem, / tivesse quem amasse e respeitasse como mãe / porque é fodido não ter ninguém / Lamento o inocente que não pressente a face deprimente, / consciente acusa o ausente / E diz-me o que te faço, o que te peço, se eu interesso / Lamento o inocente não pressente a face deprimente / Consciente acusa o ausente... / Quando pensas que eu não te dou valor/ /Eu sinto a tua dor no interior / dá ao narrador que eu escuto / pensamentos em bruto a fugir do impacto / e a tentar a ficar intacto para não sofrer mais / não somos imortais somos estranhas criaturas / separadas entre estereótipos e estruturas. / Para os putos que querem ser felizes não casem! / Putos que não percebem isto então bazem! / Analisem e perceberão / No amor a união vira discussão rotinária / Necessariamente mau ambiente / num cenário sempre divergente / Discurso do coitado numa situação má / Como será viver literalmente num sofá? / Pergunto a minha avó, resposta ela não dá / Doente para sempre, quanto tempo mais terá? / Mas eu não digo adeus, eu digo até já! / Na dúvida de saber como o futuro virá / Lamento o inocente que não pressente / a face deprimente, consciente acusa o ausente/ E diz-me o que te faço o que te peço se eu te interesso / Lamento o inocente não pressente a face deprimente / Consciente acusa o ausente... / Valorizo quem eu mais preciso / quem no inferno mostra-me um pouco do paraíso / é cá do peito não aceito nada a que eu não tenha direito / respeito o insatisfeito; ás vezes eu bloqueio/ receio o pior à espera no passeio / espero que ainda demore. / Tou grato pela vida apesar de tudo, / aquele que precisa é aquele que ajudo, / por isso eu reflicto, acendo o meu isqueiro / night a minha goela(?????) ao som do aguaceiro / que cai na superfície, / como se fosse choro, coma de problemas / ... (??) é o soro, devo a quem me fez / e a quem me tem criado / pelo meu silêncio eu peço desculpa /e muito obrigado.../Lamento o inocente não pressente / A face deprimente, consciente acusa o ausente/E diz-me o que te faço o que te peço se eu te interesso / Lamento o inocente não pressente a face deprimente/ Consciente acusa o ausente / Desabafos resultados de fraquezas brincadeiras com a mente que às vezes causam incertezas / Desabafos resultados de fraquezas brincadeiras com a mente que às vezes causam incertezas